segunda, 02 de agosto de 2021

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Rumo a Tóquio: a catarinense que enfrentou desafios pessoais para chegar às Olimpíadas

A trajetória da "garota de ouro do atletismo catarinense"

20/07/2021 às 08:19:54 | Por: Zaiden Fitness, OCP e APA/FME

Rumo a Tóquio: a catarinense que enfrentou desafios pessoais para chegar às Olimpíadas

Rumo a Tóquio: a catarinense que enfrentou desafios pessoais para chegar às Olimpíadas (Zaiden Fitness, OCP e APA/FME)

A atleta, que iniciou as primeiras corridas aos 9 anos, interrompeu a carreira pela doença do pai, voltou às pistas após dois anos e, agora, disputa a prova de 3.000m com obstáculos no maior evento poliesportivo do mundo


 


Convocada para as Olimpíadas de Tóquio, Simone Ponte Ferraz figura na equipe do 3.000m com obstáculos. O chamado da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) chegou para coroar uma caminhada longa, árdua e que trouxe muitas mudanças.


 


Os resultados a levaram ao Top 40 do ranking olímpico e a manteve sempre entre as maiores candidatas pelas vagas. Não à toa, a CBAt confirmou a expectativa e tornou Simone a primeira atleta, natural ou radicada em Jaraguá do Sul, a chegar em uma Olimpíada. Simone é da equipe APA/FME, pela qual compete.


 


A trajetória da "garota de ouro do atletismo catarinense"


Nascida em Ponte Serrada, oeste de Santa Catarina, fez suas primeiras corridas aos 9 anos de idade. A primeira experiência foi no salto em distância, mas logo mostrou que seu forte era a velocidade. Mesmo tão nova e com pouca prática, a jovem virou destaque em corridas de rua, 'maratoninhas' e Jogos Escolares.  


 


Em 2003, quando já estava conhecida entre as categorias menores no oeste catarinense, Simone precisou se ausentar do esporte: seu pai adoeceu e se tornou a prioridade da atleta. Foram dois anos sem pisar nas pistas, totalmente dedicados à recuperação do pai, com a ajuda do irmão.


 


Foi em 2005 que Simone retomou as atividades. Mesmo com a desvantagem de permanecer tanto tempo afastada do esporte, somada aos desafios comuns de ser notada em meio à tanta concorrência, a carreira de Simone começou a deslanchar.


 


Naquele mesmo ano, representou Xanxerê - município vizinho a Ponte Serrada -, e se destacou na Olesc, vencendo e batendo recorde das provas de 800m e 1.500m. Em uma importante competição local, representou Xanxerê (município vizinho a Ponte Serrada) e bateu o recorde das provas de 800m e 1.500m. Não demorou para a menina chamar a atenção dos veteranos.


 


Em 2006, o técnico Adriano Moras, ícone da história do atletismo de Jaraguá do Sul, viajou até Ponte Serrada para trazer a nova promessa das pistas ao norte de Santa Catarina. Simone passou a competir pela equipe jaraguaense, onde está até hoje.


 


Foram oito temporadas consecutivas, competindo pelo município, obtendo recordes e conquistas em campeonatos estaduais e nacionais. Algumas já nos conhecidos 800m e 1.500m, mas ganhou ainda mais visibilidade quando encarou os 3.000m com obstáculos, mostrando que tinha muito mais a oferecer. Após uma sequência de vitórias, a "jaraguaense de Ponte Serrada" chegou a ser chamada de 'A garota de ouro do atletismo catarinense'.


 


Hoje, Simone Ferraz ostenta o recorde do Jasc no 3.000m com obstáculos, tem a quinta melhor marca do Brasil na história, é medalhista sul-americana e bateu recorde do Estadual mais de cinco vezes, o que a transformou em figura frequente na seleção brasileira, a ponto de levá-la ao maior evento poliesportivo do mundo.


 


"Em meio à pandemia e às dificuldades que tivemos no último ano, eu consegui manter a disciplina, o foco e a determinação, principalmente com o apoio de parceiros como a Zaiden Fitness. Acredito que só quando estiver no Japão, vou poder mensurar a grandiosidade de toda esta conquista", comemora a atleta.