sexta, 17 de setembro de 2021

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O empoderamento dos pacientes com câncer

Pacientes podem decidir rumo dos seus próprios destinos

17/08/2021 às 11:39:46 | Por: Máindi

O empoderamento dos pacientes com câncer

Mulher Empoderada (Divulgação)

São Paulo, agosto de 2021 - Existe um estigma quando se fala em câncer na sociedade, onde basta tocar no assunto para todos ficarem calados e sentirem um frio na espinha. Esse estereótipo de "morte" que ainda perdura nos consultórios se estende para a vida e dia a dia dos pacientes diagnosticados com a doença, mudou. Com o passar dos anos, aprenderam a serem donos da sua própria voz e do seu próprio destino e é graças às avançadas tecnologias e formas de comunicação em tempo real do século 21, que estes pacientes levantam a bandeira do empoderamento na oncologia.


Mesmo sem poder ir presencialmente ao médico, a telemedicina ajudou bastante neste campo da saúde durante o período da pandemia. Foi diante de todas essas necessidades que vão além da automação que nasceu a Ana Saúde, a primeira clínica digital especializada em oncologia e atenção primária ao paciente com câncer. "Se antes essas pessoas recebiam o diagnóstico e iam para suas casas como se fosse o fim do mundo, hoje elas lutam contra planos de saúde para conseguirem seus exames e fazerem seus tratamentos da forma mais digna possível. Vão à Justiça, pesquisam sobre o tipo da doença, analisam, recorrem a empréstimos, buscam uma nova forma de vida mais saudável e tranquila. Não é apenas ouvir do médico o que precisam fazer como tratamento dentro de um laboratório, hospital ou clínica, e sim, levarem o tratamento humanizado para dentro de suas casas", afirma Renan Aleluia, CEO e fundador da startup.


Juliana Jantorno, de 32 anos, diagnosticada com câncer de mama, conta que às vezes se sentia como um número de prontuário, já que tudo era muito mais mecanizado. Foi depois que começou a usar a telemedicina e a Ana Saúde, que se sentiu ouvida e cuidada. "Levei questões que esclareci com os profissionais online, para minhas consultas presenciais com meu mastologista e minha oncologista. Me senti mais amparada e cuidada, pois todos os profissionais já haviam lido meu histórico e estavam preparados para fazer a consulta. Conversaram muito comigo e entre si para que juntos pudéssemos chegar ao que fosse melhor. Senti a preocupação e o empenho que cada profissional têm pela minha saúde", diz.


Elisangela Martins, de 42 anos, que também teve o mesmo diagnóstico da doença, reforça os estes pontos e a ideia de que o paciente está cansado dos estigmas e quer mesmo é ir em busca de uma melhor qualidade de vida e compreender mais coisas sobre os próprios desafios. "Aprendi a me alimentar corretamente para ter mais energia e disposição, além de ter imunidade alta. Aprendi a falar sobre meus medos, problemas e planos. Tive ajuda para controlar minhas ansiedades e tristezas, e aprendi muito sobre o câncer. Descobri que não estou sozinha nesta batalha", conta. Somente o fato de ser ouvida e poder compartilhar esses momentos, ainda que virtualmente e isolada em casa, trouxeram a sensação de liberdade que ela precisava para se cuidar. "Tive um atendimento psicológico diferente e pude pôr para fora tudo que sentia. Tudo o que precisava ouvir, ouvi como em uma consulta presencial e tudo que eu preciso pra por em prática no caso da alimentação, estão aqui no meu celular! Posso dizer que todo o acompanhamento que tive foi muito melhor que todas as consultas em consultório que já fiz", complementa.


Para combater e tratar o câncer não basta apenas ter uma relação médico-paciente, mas também algo mais empático e profundo para que eles se sintam acolhidos e não apenas mais um caso a ser tratado. É fundamental que essa relação exista, pois em um mundo globalizado onde todos podem compartilhar informações com todos, qualquer um tem a liberdade de poder decidir o melhor caminho.