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Mais de 3 mil animais passam por protocolos de saúde e bem estar na Festa em Barretos

Estrutura no Parque do Peão reúne 700 baias, clínica veterinária 24 horas, fisioterapia

29/08/2026 às 19:21:45 | Por: Phábrica de Ideias

Mais de 3 mil animais passam por protocolos de saúde e bem estar na Festa em Barretos

Divulgação (Divulgação)

Antes de entrar no Parque do Peão, os animais que chegam à 71ª Festa do Peão de Barretos passam por protocolos sanitários e de identificação. Em 2026, o complexo recebe mais de 3 mil animais, acompanhados por uma estrutura que atua desde a chegada ao recinto até o período posterior às provas, com atendimento veterinário, fisioterapia, exames de imagem e pronto atendimento.

O primeiro controle acontece ainda antes do desembarque. A entrada exige a apresentação da Guia de Trânsito Animal (GTA) e da documentação sanitária correspondente. No caso dos equinos, estão entre as exigências os laudos laboratoriais para Anemia Infecciosa Equina (AIE) e Mormo. A identificação também inclui a conferência de microchips, dentro de protocolos que seguem diretrizes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e dos órgãos estaduais responsáveis.

À frente da responsabilidade técnica do Parque do Peão há 44 anos está o médico-veterinário Marcos Sampaio de Almeida Prado, conhecido como Dr. Kiko. Ao longo desse período, ele acompanha a evolução dos cuidados destinados aos animais e das exigências adotadas antes das provas.
“Em 44 anos, vimos uma evolução muito grande nos protocolos de saúde e bem-estar animal. Hoje, temos uma estrutura muito mais completa, com profissionais especializados, exames, fisioterapia e atendimento de emergência. O objetivo é garantir que o animal esteja em boas condições desde a chegada ao Parque, durante as provas e também no período de recuperação. O bem-estar do animal vem sempre em primeiro lugar”, afirma Dr. Kiko.

O trabalho também conta com a médica-veterinária Lara Almeida Prado, filha de Dr. Kiko, que atua nas avaliações e fiscalizações realizadas desde a entrada dos animais até o período posterior às competições. Para ela, o acompanhamento começa antes mesmo de o animal chegar à arena.

Da entrada às 700 baias
Depois da liberação sanitária, os animais seguem para uma estrutura com 700 baias individuais, cobertas e com ventilação cruzada. A operação reúne ainda 25 profissionais de apoio logístico, cinco médicos-veterinários contratados e 30 estagiários, distribuídos entre diferentes frentes de acompanhamento no Parque.

O suporte continua durante as provas. Para situações que exijam atendimento ainda na arena ou na hípica, o Parque mantém a unidade móvel S.O.S. Arena – Resgate Animal, uma viatura adaptada com maca hidráulica, sistema de contenção e equipe preparada para o atendimento de animais de grande porte.

A estrutura também permite que os animais sejam avaliados e recebam atendimento sem a necessidade de deixar o complexo. “A ideia é ter uma estrutura preparada para acompanhar o animal em todas as etapas. Desde a conferência da documentação e da condição sanitária na chegada até o atendimento durante as provas e a recuperação depois delas. Ter os profissionais e os equipamentos dentro do Parque dá mais agilidade e segurança para qualquer situação que possa surgir”, explica Lara Almeida Prado.

Clínica veterinária funciona 24 horas
A poucos metros das baias, no camping dos competidores, funciona uma clínica veterinária 24 horas. No próprio Parque, são realizados atendimentos de emergência, avaliações clínicas, fisioterapia, raio-X e ultrassonografia, evitando deslocamentos externos quando a estrutura disponível atende à necessidade do animal.

A proximidade da clínica com as baias facilita o atendimento aos equinos durante os dias de competição. A estrutura oferece suporte clínico e fisioterapêutico e conta com profissionais especializados em equinos para acompanhar os animais sempre que necessário.

Além do atendimento emergencial, a rotina inclui avaliações preventivas e acompanhamento das condições físicas dos animais. Os protocolos de bem-estar adotados nas diferentes modalidades também consideram referências técnicas do setor e orientações da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM).

Cuidados começam antes da entrada na arena
Nem todo atendimento acontece depois de uma intercorrência. Parte da estrutura é destinada à preparação e à recuperação física dos animais antes e depois das provas. O acompanhamento fisioterapêutico inclui suporte ortopédico no pré e pós-prova e procedimentos de recuperação entre as baterias classificatórias e finais.

“Os animais que chegam aqui são atletas e, na maioria dos casos, já têm uma rotina de cuidados e acompanhamento em casa. Nosso trabalho é dar continuidade a esse suporte durante a competição, observando as condições de cada animal antes e depois das provas. O objetivo é que ele tenha tempo e condições adequadas para se recuperar entre uma disputa e outra”, explica Lara.

O clima seco e a poeira típicos de agosto também entram na rotina de cuidados. Quando necessário, são realizadas sessões de nebulização e inalação para auxiliar na hidratação das vias respiratórias dos cavalos submetidos a esforço físico intenso.

Animal só entra na arena se estiver em condições
As avaliações veterinárias também determinam se um animal pode ou não participar de uma prova. Caso sejam identificados sinais de dor, desconforto ou alguma condição que comprometa seu bem-estar, o médico-veterinário responsável pode impedir a entrada em pista e indicar repouso ou atendimento.

O acompanhamento é realizado ao longo de toda a competição, com atenção à condição física dos animais antes, durante e depois das provas. Proprietários e competidores também recebem orientações da equipe veterinária sempre que há necessidade de interromper a participação ou adotar algum cuidado específico.

“O mais importante é entender que o animal não é avaliado apenas no momento da prova. Existe todo um acompanhamento antes, durante e depois. Se ele não estiver em condições adequadas, não entra na arena. Essa é uma responsabilidade que temos com cada animal que está aqui”, reforça Dr. Kiko.
Dessa forma, o acompanhamento não termina quando o animal deixa a arena. A equipe segue monitorando a recuperação e as condições físicas dos animais, mantendo o foco na saúde, no bem-estar e na segurança ao longo de toda a permanência no Parque do Peão.