25/02/2025 às 17:51:14 | Por: a4&holofote comunicação
Release (Pixbay)
Considerados uma ameaça global a saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os mosquitos podem transmitir diversas doenças como dengue, malária, febre amarela, Oropouche, Zika e chikungunya, por exemplo. Uma forma efetiva de evitar a picada do mosquito e, consequentemente, as infecções, é usar repelentes.
“Existem diversos tipos de repelentes, com formulações distintas, então é importante olhar no rótulo do produto qual é seu princípio ativo, em que concentração está presente na formulação e qual é a duração de seu efeito. Essas informações são fundamentais para escolha e uso adequado do produto”, alerta o Dr. José Geraldo Leite Ribeiro, epidemiologista do Fleury Medicina e Saúde.
De acordo com o médico, o repelente deve ser aplicado na pele, nas partes expostas do corpo. “Por cima das roupas, por exemplo, é possível jogar repelentes na forma de spray próprios para este uso. Mas esta é uma medida adicional, que não dispensa a aplicação na pele exposta. Se for ocorrer exposição ao sol, as pessoas devem passar primeiramente o protetor solar e, posteriormente, o repelente”, explica.
O especialista ressalta que, segundo as recomendações da Agência nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os repelentes tópicos não devem ser usados em crianças menores de dois anos e, naquelas entre dois e 12 anos, a concentração dever ser no máximo 10% e a aplicação deve se restringir a três vezes por dia.
Já a Sociedade Brasileira de Pediatria traz orientações mais detalhadas sobre o uso desses produtos em crianças entre seis meses e dois anos, assim como de concentrações maiores de princípio ativo, sempre considerando o risco benefício. Entre dois e seis meses, é aceitável o uso apenas em situações de exposição intensa e inevitável a insetos. Abaixo de dois meses, o uso é contraindicado. A orientação, nesses casos, é usar outras medidas como roupas mais claras, mosquiteiros nas portas, janelas e sobre as camas.
Confira as dicas de aplicação correta do produto para evitar a picada do mosquito:
Outras informações importantes:
No Brasil, os produtos ativos como repelentes de insetos são classificados como cosméticos e regulados pela Anvisa. São licenciados o DEET, a icaridina e o IR3535, disponíveis em diversas formulações e marcas. Em comum, essas substâncias têm a característica de que a duração do efeito repelente é maior quanto maior a sua concentração no produto. Por isso, é fundamental ler os rótulos e fazer as reaplicações observando as recomendações do fabricante. De modo geral, a máxima proteção é obtida com concentrações superiores a 30% de DEET, e superiores a 20% de icaridina. Para crianças e pessoas com tendências a reações alérgicas, é fundamental procurar orientação médica.