Acontecendo...

    11/06/2019 -

    6 orientações para educar o paladar infantil

    Mudanças comportamentais contribuem para a redução da obesidade infantil

    Brasília, 10 de junho de 2019 - Segundo o relatório pelo Fim da Obesidade Infantil (Ending Childhood Obesity), publicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2016, cerca de 41 milhões de crianças com menos de 5 anos apresentam sobrepeso ou obesidade. A mudança do padrão de consumo alimentar e a prática de atividades físicas são alguns dos caminhos para evitar o avanço da obesidade infantil e garantir uma dieta mais equilibrada.
    Ana Paula DelArco, nutricionista e consultora da Viva Lácteos, explica que, conforme o conceito dos primeiros 1000 dias criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), educar o paladar da criança até os 2 anos de idade pode ser um dos caminhos mais eficientes para a prevenção da obesidade infantil. "A alimentação adequada da mãe durante a gestação, o aleitamento materno e a introdução de uma alimentação complementar balanceada serão determinantes para o crescimento sadio da criança", reforça a especialista. Os lácteos como fonte de nutrientes devem ser introduzidos a partir de 1 ano de idade e alimentos com alta densidade energética (muitas calorias e poucos nutrientes) devem ser evitados até os 2 anos de idade.
    Os fatores comportamentais familiares influenciam os hábitos alimentares da criança. Então é importante não estimular a criança com aqueles alimentos que não são apropriados para a idade dela. Caso haja curiosidade da criança em relação à algum alimento inadequado para o consumo, o mais indicado seria distrai-la com outra situação, sem ser necessário proibir o consumo daquele determinado alimento.
    A nutricionista relaciona abaixo as principais orientações para educar o paladar das crianças:
    1 - Aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade.
    2 - Introdução alimentar a partir dos 6 meses de idade, quando a musculatura do pescoço já estiver firme o suficiente para dar sustentação e auxiliar na deglutição correta dos alimentos.
    3 - Introduzir diferentes tipos de alimentos saudáveis e nutritivos às crianças, com sabores, cores e texturas variadas. A idade e a capacidade de deglutição devem ser consideradas na hora de escolher os alimentos, suas texturas e tamanho.
    4 - Crianças costumam ser curiosas. Então é fundamental respeitar e incentivar a curiosidade delas, permitindo que elas explorem o alimento para sentir o cheiro, textura e sabor, mesmo que, para isso, elas façam sujeira.
    5 - Não adicionar sal à alimentação das crianças de até 1 ano de idade.
    6 - Não oferecer alimentos com açúcar para crianças com menos de 2 anos.
    Ana Paula DelArco ressalta que as preferências do paladar de um indivíduo são formadas até os 2 anos de idade, ou seja, tudo o que for oferecido para as crianças como hábito alimentar até essa idade será impresso como memória durante toda a vida do indivíduo. Então a recomendação é oferecer uma dieta variada já para os pequenos, com verduras, legumes, frutas, lácteos, carboidratos e proteínas, para que o organismo tenha diferentes fontes alimentares de todos os nutrientes, suprindo assim todas as necessidades nutricionais. Uma dieta balanceada ajuda na prevenção de diversos problemas de saúde!

    Sobre a VIVA LÁCTEOS: É a Associação Brasileira de Laticínios que tem como missão promover o crescimento e a produtividade do setor, permitindo assim melhora do ambiente de negócios, ganhos de produtividade e aumento da competitividade no mercado interno e externo, por meio da promoção às exportações. É composta por fabricantes de produtos lácteos (ALIBRA, AURORA, AVIAÇÃO, BOM SUCESSO, CCA, CAROLINA, CASTROLANDA, CATUPIRY, CCGL, DANONE, DPA, DAVACA, DOREMOS, EMBARÉ, FRIMESA, FRÍSIA, FONTERRA, ITALAC, ITAMBÉ, JUSSARA, KERRY, LACTALIS, LATICÍNIOS HORIZONTE, MONDELÉZ, NESTLÉ, OUROLAC, PIRACANJUBA, POLENGHI, PORTO ALEGRE, REGINA, SCALA, SCHREIBER, TIROLEZ, VIGOR, VERDE CAMPO E YAKULT) e associações do setor, como a ABIQ (Associação Brasileira da Indústria de Queijo) e a ABLV (Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida).
    Veja mais »