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    08/11/2018 -

    Companhia Azul Celeste estreia espetáculo para todos os públicos

    Miguilim Mutum é inspirado no universo de Guimarães Rosa

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    Com direção de Jorge Vermelho e Linaldo Telles, novo trabalho da Azul Celeste fez imersões em lugares inusitados.

    O projeto foi vencedor do Edital Proac 2017 para Montagens de Teatro para público Infanto-Juvenil, da Secretaria de Estado da Cultura - Governo de São Paulo.

    Foram 11 meses de processo de montagem, que resultou na construção de dramaturgia inédita, assinada por Cintia Alves e Eduardo Bartolomeu.

    Outros profissionais foram convidados a participar na elaboração da obra.

    Linaldo Telles, que já foi ator da Cia, foi convidado por Jorge Vermelho para dividir a direção artística e conceber figurino e visagismo.

    No elenco, Henrique Nerys, ator já conhecido de outros trabalhos da Azul Celeste, desta vez divide o palco com o mais novo integrante da trupe, Luis Andrade.

    Raphael Pagliuso Neto assina a Direção Musical, Alexandre Manchini Jr., em parceria com Jorge Vermelho, é responsavél pela iluminação e Coordenação Técnica.

    No time de técnicos, uma equipe de muita experiência: Elvis Leandro dos Santos, Lucas Hernandes e Tiago Mariusso.

    A Direção de Movimento é de Vivien Buckup, profissional convidada que participou do processo por meio do projeto Laboratório Cênico, do Sesc Rio Preto.


    O universo roseano

    Miguilim Mutum, inspirado na novela Campo Geral, de Guimarães Rosa fala das histórias de família.

    Histórias da infância, onde as experiências com o medo, o amadurecimento, a morte faz com que as portas do mundo se abram de maneira contundente.

    Os fatos são apresentados de acordo com a visão de mundo de Miguilim e dessa forma apresenta-se um universo ficcional, com suas descobertas.

    É uma história sobre o processo de crescimento e aprendizagem.Dramaturgia a muitas mãos


    Dramaturgia de muitas mãos

    A prosa poética de Guimarães Rosa é tão rica e singular que sua simplicidade complexa chega a impor barreiras quando o texto é adaptado para outras artes, como o cinema, teatro e TV.

    Mas como comprovam o filme Outras Estórias, e a minissérie Grandes Sertão: Veredas, adaptada por Walter George Durst, é possível vencer o aparentemente intransponível muro da reconstrução dramatúrgica a partir das paisagens oferecidas por uma obra tão autônoma.


    A adaptação ou reescrita pode ser entendida como a modificação de uma obra literária para adequá-la a seu novo público. Essa é apenas uma das definições possíveis para adaptação.


    Mas para MIGUILIM MUTUM não trata-se de uma adaptação e sim uma «apropriação das paisagens» roseanas.

    Nesse sentido, há várias razões para se fazer uma construção de dramaturgia a partir das paisagens e sensações oferecidas por uma obra, dependendo de sua finalidade,os meios para fazê-la serão diversos.


    Uma dramaturgia para crianças e jovens, partindo deste universo escolhido deve estar atenta, ajustando o que for necessário tanto no vocabulário quanto nos aspectos gráficos em relação ao contexto histórico em que são produzidos.


    No desafio de reconstruir para o teatro a poética de Guimarães Rosa, o caminho foi o de absorver todas as paisagens propostas por ele e escutar a melodia de sua construção fonética, e assim, aproximar-se da obra em sua mais respeitosa magnitude.


    SESC Rio Preto - Teatro – Av. Francisco das Chagas Oliveira, 1333. Acesso para deficientes físicos. Bilheteria – De terça a sábado das 10 às 21 horas e domingos e feriados das 10 às 18 horas (ingressos à venda em todas as unidades do SESC).

    Ingresso inteiro: R$ 17,00 - Meia entrada: R$ 8,50 - Comerciários: R$ 5,00. Crianças até 12 anos, não pagam.

    Capacidade do Teatro – 228 lugares - www.sescsp.org.br.

    Mais informações: (17) 9.9772-0811
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