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    10/10/2018 -

    A onda das “Puro Malte” no mercado cervejeiro do Brasil

    É muito comum ouvir críticas relacionadas as cervejas de massa pelo fato de utilizarem cereais não maltados. Quem nunca presenciou frases como “cerveja de suco de milho”, pois é comum a utilização de cereais na composição das receitas cervejeiras. A industria se defende, afirmando que a utilização destes cereais não prejudica o sabor da cerveja, muito pelo contrário, mantém o padrão de sabor e consequentemente, a qualidade e refrescância da cerveja.

    Quando bebemos uma cerveja “puro malte” temos a certeza que ela possui em sua composição os ingredientes: água, malte e lúpulo. O malte é o resultado de um processo em que o cereal tem sua germinação forçada, e posteriormente interrompido através de secagem. Posteriormente, ele é torrado e pode ser trabalhado para oferecer diferentes sabores, cores e amoras.

    Assim como comentado aqui no OPS, no ano de 1516 que a Alemanha promulgou a Reinheitsgebot (Lei de Pureza Alemã) pelo Duque Guilherme IV da Baviera. Diversas empresas tem aproveitado esta onda da mudança do paladar brasileiro, bem como o sua exigência na qualidade desta, que é uma das bebidas mais amadas do mundo.

    Sugestão de degustação de uma cerveja puro malte que é brasileira até no nome
    Cerveja: Premium Lager Puro Malte
    Cervejaria: Tupiniquim - Porto Alegre - RS
    Estilo: Lite American Lager
    ABV: 4,8%
    IBU: 11
    Temperatura de Serviço: 0 - 4oC
    Copo ideal: Lager ou Pilsner
    Avaliação: Coloração amarela, translúcida, formação de espuma média com presença persistente. Aroma com leve dulçor com lúpulos florais, e o amargor é mais leve que a maioria das outras “puro malte” que já provei. Corpo muito leve e possui elevada drinkability. Um pouco mais amarga que as cervejas de massa, mas combina muito bem com o calor brasileiro e um churrasco. Excelente custo benefício.

    William Pirola
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